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Politiquices: Falta de confiança nos políticos

Na semana passada, noticiou o Público que «Mais de 70% dos jovens portugueses não confia nos políticos», número resultante do inquérito Geração Erasmus realizado a uma população com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos.

A falta de confiança nos políticos é novidade? Não! Basta atender ao número elevado de abstenções nos atos eleitorais. Mas a percentagem de 70% é surpreendente. Creio que estamos a falar em milhares de cidadãos com o dever (há quem prefira dizer direito) de votar.

Então porque é que a Política em Portugal não muda? Dizem que o futuro é dos jovens, mas, na verdade, a velha guarda continua a governar o nosso futuro como bem entende – sempre com a nobre intenção de defenderem o nosso interesse e o interesse das gerações futuras. Mas se os eleitores mais jovens não confiam nestes senhores quer isso dizer que também não lhes querem confiar o seu futuro.

Quem não confia nos políticos tem razões para tal e será difícil provar-lhes o contrário. Por mim falo, que também não confio nos nossos políticos. Melhor dizendo, não confio nos nossos políticos “partidários”. Não confio nesses senhores que se reúnem em castas de militantes porque são uma elite de demagogos que defendem os seus próprios interesses e se consideram mais que os outros sob o pretexto de terem sido legitimamente eleitos. Não confio porque são resultado de máquinas partidárias que educam e formatam os seus militantes e confinam as suas ações e decisões ao interesse do partido, mas intitulando-o de ideologia.

 

Dizem que os deputados dão voz à nossa voz no hemiciclo, mas não sinto que o façam. Dizem que os políticos, governantes e companhia representam a nossa cidadania perante o mundo, mas não o vejo. Dizem que o Governo e o Presidente da República protegem a nossa soberania, mas não acredito. Dizem que a Democracia é o poder do Povo, mas depois reduzem esse poder a uma cruz num papel de anos a anos.

Já que no início deste ano 2015 a moda na política ditou que se alterassem os nomes às coisas – de troika para instituições e de memorando para acordo e de credores para parceiros – sugiro que se assuma a realidade, se agarre o touro pelos cornos e se troque democracia por oligarquia (no mau sentido, pois acredito mais na oligarquia dos sábios do que em determinadas democracias), políticos por demagogos e programas eleitorais por promessas enganadoras.

Poderão dizer que nem tudo o que parece é, que há políticos dentro destes partidos que são confiáveis. Mas cada vez mais transparece que neste caso o que parece é. Ainda hoje li uma entrevista do Jornal i a Vasco Pulido Valente que afirmou que os partidos são corruptos e determinam a orientação de voto dos seus deputados. De tal verdade já todos desconfiávamos, mas poucos são os que a assumem em público.

Depois de tudo o que se vê e ouve, ainda querem que os cidadãos acreditem nestes políticos?

E agora? Deixamos de exercer o nosso dever de voto e permitimos que outros decidam por nós o rumo do nosso país? Ou votamos no que nos parece “menos mal” criando situações de instabilidade – estilo Syriza? Ou então manifestamo-nos e exigimos que se pratique a verdadeira Democracia, a verdadeira Política?

Contra mim falo, que estrebucho e esperneio, mas nada faço de concreto. Escrevo, falo e praguejo. E sei que não basta. Mas neste meio controlado pelos senhores do costume, o que podemos fazer? Mesmo para os que se interessam ou se sentem vocacionados para a área política que alternativas têm que não sejam a militância (e, posterior formatação) ou a desistência?

Não precisamos de um Syriza ou de um Podemos. Precisamos é de um Movimento de Cidadãos sem interesses partidários e sem intenção de “governar” que diga: Basta! e escorrace a escória, permitindo que a verdadeira Política e a verdadeira Democracia se concretizem.

 

 

 

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